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Daniela Possamai
Exposição Violentos Vermelhos - Vista da Galeria no Museu do Imigrante
Exposição Individual, 2025

Violentos Vermelhos

Museu do Imigrante — Bento Gonçalves, RS

Nesta série visceral, o vermelho transcende a cor para se tornar matéria viva — pulsante, violenta, apaixonada. As telas investigam o limiar entre o corpo e o gesto, onde cada pincelada carrega a urgência de um grito contido e a delicadeza de uma confissão sussurrada. "Violentos Vermelhos" é um manifesto pictórico sobre a intensidade de existir.

Documento Histórico da Exposição

O Manifesto

Texto original impresso e entregue aos visitantes durante a mostra no Museu do Imigrante em Bento Gonçalves.

Folheto da Mostra · Museu do Imigrante

Violentos Vermelhos é a minha segunda exposição individual e eu convido, um tanto à fórceps, o espectador a entrar no universo da violência feminina sob o prisma da vítima. O tema é amplamente discutido, sim, mas ainda angustia e traz aos holofotes as malezas da humanidade.

"Violentos Vermelhos não é uma exposição para ser bonita. A violência nunca será bela. A estética vermelha revela o sangue que escorre, o sangue de todas as violentadas, as silenciadas, as humilhadas, as assassinadas."
I. No que se agarra a mão de uma mulher vítima de violência?
II. Para onde corre uma mulher tentando fugir de um estupro?
III. O que dizer depois da obrigação de um silêncio costurado pela boca?
IV. Como sobreviver depois de um trauma sofrido?

É um verso triste, como escreve Neruda, e triste porque não haverá poesia feita de cadáveres, sejam eles mortos ou vivos...

“Às vezes o ato acaba, mas o estupro continua” evidencia a tela intitulada “Estupro”, fruto de uma notícia sobre um crime de estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro no ano de 2022. A vítima de violência não se recupera, não há psicologia capaz de salvar uma mulher abusada por 30 homens.

Quando um homem violenta ou agride ou cala uma mulher, ele viola, agride ou cala todas nós.

Onde erramos enquanto humanidade para permitirmos que esses índices alarmantes de violência se concretizem?

As estatísticas são, por si só, a própria violência — a cada 8 minutos uma mulher é violentada nesse país.

Há muitos questionamentos a serem feitos através da arte, há indagações profundas a serem discutidas. Esse é um convite à reflexão e, principalmente, um aviso de advertência que nos lembra que violentar uma mulher é esquecer que a vida é gerada através do ventre feminino e que agredir uma mulher é, sobretudo, agredir a humanidade.

A Série

AS INCONTÁVEIS - Frente da Pintura
AS INCONTÁVEIS - Reverso da Tela

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AS INCONTÁVEIS

Posca sobre tela, 70 x 100 cm
AS FERIDAS / AS ESFAQUEADAS - Frente da Pintura
AS FERIDAS / AS ESFAQUEADAS - Reverso da Tela

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AS FERIDAS / AS ESFAQUEADAS

Acrílica sobre tela, 70 x 100 cm
AS SUPLICANTES - Frente da Pintura
AS SUPLICANTES - Reverso da Tela

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AS SUPLICANTES

Acrílica sobre tela, 70 x 100 cm
DOR DE UM VERSO TRISTE - Frente da Pintura
DOR DE UM VERSO TRISTE - Reverso da Tela

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DOR DE UM VERSO TRISTE

Acrílica sobre tela, 100 x 70 cm
AS IRRECONHECÍVEIS - Frente da Pintura
AS IRRECONHECÍVEIS - Reverso da Tela

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AS IRRECONHECÍVEIS

Acrílica sobre tela, 60 x 80 cm
DESESPERO - Frente da Pintura
DESESPERO - Reverso da Tela

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DESESPERO

Acrílica sobre tela, 60 x 80 cm
Porque, às vezes, o ato acaba, mas o estupro continua...

PORQUE, ÀS VEZES, O ATO ACABA, MAS O ESTUPRO CONTINUA...

Técnica mista sobre tecido
AS HUMILHADAS

AS HUMILHADAS

Técnica mista sobre tecido
AS SUTURADAS - Frente da Pintura

AS SUTURADAS

Acrílica sobre tela, 60 x 160 cm